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Wilma deixa rastro de destruição na Flórida

Miami, EUA - A reconstrução na Flórida - Em sua devastadora passagem pela Flórida, o furacão Wilma deixou mais de 6 milhões de habitantes às escuras, matou seis pessoas e causou destruição num grau que não se via na região desde a chegada do furacão Andrew, em 1992. A restauração da energia elétrica era a prioridade hoje, segundo o governador do Estado, Jeb Bush. O irmão dele, o presidente americano, George W. Bush, anunciou para depois de amanhã uma visita à Flórida para vistoriar os danos e anunciar a concessão de créditos para a reconstrução de moradias.

"Esperamos que, nas próximas horas, um número significativo de residências já esteja com a eletricidade restabelecida", disse Jeb Bush. Sem energia elétrica, grandes áreas do Estado estava com o sistema de comunicações comprometido. Os portos de Miami e Everglades estavam fechados e o aeroporto de Miami - onde mais de 2 mil vôos foram cancelados desde a segunda-feira - só foi reaberto hoje à tarde, com a decolagem de um vôo da companhia brasileira TAM.

O Wilma avançava hoje pelo Oceano Atlântico na direção nordeste com ventos de até 185 quilômetros por hora - o que o situa na categoria 3 da escala que mede a intensidade dos furacões, que vai até 5 -, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC pelas iniciais em inglês) dos EUA.

Num balanço inicial, as perdas diretas causadas pelo furacão na Flórida podem chegar a US$ 10 bilhões, segundo a empresa Risk Management Solutions - que presta assessoria a companhias de seguros. O Wilma se formou no começo da semana passada no Atlântico e, em apenas 24 horas, converteu-se de tempestade tropical em furacão de categoria 5. Logo depois, as chuvas que o acompanham causaram 12 mortes no Haiti e uma na Jamaica.

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