O Ministério da Educação (MEC)
está convicto que é possível criar 250 mil vagas em cursos online (à
distância) em universidades públicas. Isto significa que se o brasileiro não chega ao
ensino superior, deverá ocorrer o contrário. Para as autoridades do setor, é a única
maneira de superar o 1% do número de universitários no País. Por isso, o ano de 2004
está sendo encarado decisivo em relação à experiência. O MEC não cogita instituir
uma universidade virtual, nem diversificar muito a quantidade de cursos à distância. O
grande crescimento dessa espécie de aprendizado no ensino superior, no Brasil, é
conseqüência da formação de professores, afirma João Vianey, educador e responsável
pelo principal e mais recente estudo sobre educação à distância.
E essa orientação continua prevalecendo. Até julho, conforme as autoridades
especializadas, serão formados nove consórcios regionais de universidades públicas,
oferecendo o ensino à distância. A iniciativa pretende congregar instituições nos
estados, utilizando a tecnologia e a capacidade já conquistadas pelas que foram pioneiras
na criação de cursos virtuais, especialmente de licenciatura e pedagogia. Com R$ 600
milhões oriundos do Governo federal, fazer com que os 60 mil universitários atuais
passsem a ser 240 mil, com novas dez mil vagas já neste ano.
O presidente da Unirede, Waldimir Longo, que abriga 70 instituições públicas nacionais,
integradas ao ensino à distância, sustenta que é impossível cada universidade
pública, isoladamente, oferecer aquele tipo de ensino porque a logística é
excessivamente dispensidosa. Por essa razão, ele entende ser necessário estruturar, em
conjunto, os materiais didáticos e recorrer aos mesmos professores. Esse modelo é
inspirado no Consórcio Cederj, que abrange seis universidades públicas do Estado do Rio
de Janeiro, as quais já preparam o terceiro vestibular em quatro carreiras gratuitas à
distância, devendo encerrar o ano com 2.500 alunos.
Até 2005, deverão existir nove cursos, estruturados em 14 cidades. As prefeituras dos
locais escolhidos porão à disposição um local que sirva de ponto de apoio enquanto o
governo estadual custeará as despesas com os equipamentos, material escolar e os
professores necessários.
Esse trabalho começou em 1996, quando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
determinou que em 10 anos todos os professores do País deveriam possuir nível superior.
Os professores chamados de leigos estão nos pequenos municípios do interior, longe das
instituições, razão pela qual é preciso ir até eles, entende o educador João Vianey.
Atualmente, a educação à distância possui 60 cursos, entre graduação e
pós-graduação, em sentido amplo; 56 deles em instituições públicas, com 99,01% dos
alunos; 84.397 alunos; 67.024 em cursos de licenciatura; 3 instituições privadas
oferecem 4 cursos. A meta, até certo ponto ambiciosa e que merece total apoio é ampliar
tais números, ou seja: criar 250 mil vagas em ensino à distância em 4 anos, sendo 10
mil este ano; um mil professores-tutores formados também em 2003; reinvestir R$ 600
milhões durante 4 anos. Todo esse esforço tem como causa primordial a exclusão digital
de grande parte da população, pois apenas 13% dos municípios têm acesso à Internet,
segundo estatísticas do MEC.
Fonte: e-Learning Brasil - Veja mais..... |